IMPRESION: Uma reflexão sobre imposição

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 Impressão
Correntes Invisíveis

   A série de fotos nomeada de Impression ou "Impressão" de Justin Alexander Bartels traz uma reflexão sobre imposição que pode chocar! (Re)nomeada de "Correntes Invisíveis", tem como intuito, mais do que chocar, mostrar ao mundo de forma detalhista que a história e a indústria da moda podem ser cruéis com o gênero feminino de diversas formas.

   As mulheres são induzidas inconscientemente a vestir-se de forma sensual quase que o tempo inteiro, isso é tão nítido que  podemos, em uma simples análise ao nosso redor ver o quão perturbador é esse tipo de manipulação midiática em cima do gênero, muitas acreditam fielmente que devem se torturar para estar sempre elegantes, bonitas, sensuais e sexys, demonstrando todo esse aglomerado de expectativa masculina em seu vestuário, seja na roupa casual, formal ou erótica.
  • A secretária que TEM que trabalhar de salto alto e ficar pra lá e pra cá, em pé, o dia inteiro!
  • A adolescente que PRECISA usar calcinhas justas de elástico para não "aparecer" através da calça!
  • A moça que NÃO PODE sair de casa sem sutiã porque isso "ATIÇA" homem e dessa forma ela tá PEDINDO para SER estuprada!
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   O papel social que a mulher ganhou através dos séculos é de "bela, recatada, do lar", onde espera-se que a roupa faça jus ao seu comportamento. Muitas vezes quando mulheres denunciam uma violência sexual a primeira coisa que  lhes perguntam é: "Qual era a roupa que você estava usando mesmo?!", como se isso fosse o real motivo de ter sofrido a violência. 

   Espera-se muita coisa da roupa, muito mais da mulher.

  No século 19, a mulher dentro do padrão social de beleza precisava ter cintura fina e um quadril largo e avantajado, pois acreditava-se que a mulher com quadris largos é melhor para "reproduzir", para entrarem nesse patamar muitas usavam espartilhos e corselets com barbatanas de aço para afinarem a cintura, deixando, consequentemente, em evidência o quadril tão almejado pelo sexo oposto. 

   Esse método, apesar de muito fácil, trazia riscos diversos a saúde da mulher, já que os órgãos seriam espremidos, causando danos à coluna, a órgãos específicos como os rins e outros. Além de que era um processo irreversível, ou seja, seus corpos não voltariam a ser como eram antes.

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   Com o passar do tempo os corselets saíram de moda, e para facilitar o dia a dia a mulher ganhou outra algema: o sutiã. Ainda apertado, ainda uma briga com seu próprio sentimento e prazer para dar ao sexo oposto o sabor da seleção.

Os tempos mudaram, mas as correntes não!

   As marcas, os motivos e a violência contra seu próprio corpo continuam as mesmas. O sutiã surgiu para segurar os seios, os seios das mulheres "não podiam cair" pois não está dentro do padrão de beleza, os seios não podiam ficar a mostra, o bico então, nem se fala! Era imoral. Após a Segunda Guerra Mundial, mulheres protestam queimando cílios postiços, maquiagem, salto alto e sutiãs, o episódio ficou conhecido como "Bra-Burning" ou "Queima de Sutiãs", levando reflexão sobre a real necessidade do uso de peças como essas.


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    Atualmente existem muitos debates a respeito disso, já que a ideia é estar o mais próximo possível da sua natureza feminina, sem se aprisionar em alguns padrões e imposições de beleza que marcam nossa pele tão profundamente.

   Pode parecer bobo esse tipo de preocupação e/ou não fazer muito sentido, mas toda mulher sabe o quão dolorido é ser mulher. Um sutiã apertado por medo de sair na rua sem sutiã, uma calcinha cortando a pele pra não sair do padrão fitness e deixar a calcinha aparecer pela calça enquanto malha ou o salto alto obrigatório que provocam o surgimento das "famosas" joanetes e outros. 

   Refletir é um passo muito grande em direção a real escolha.

   O intuito da série é mostrar que de bobo esse assunto não tem nada e que existem muitas coisas por trás daquilo que parece simples e sem importância. Bacana né?!

 Outras reflexões próximas a essa você pode ver nesses links suuuper maneiros (super indico!!): Sobre a dor (ou não) de ser mulher e Fotógrafo registra a dor de ser mulher.

   E para ver mais imagens da série Impression acesse: www.justinalexanderbartels.com/ !  ;)

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4 Comentários

  1. Achei genial renomearem a série de fotos para correntes invisíveis, deixou o projeto ainda mais chocante. Estou impressionada com o trabalho desse fotografo
    www.blogsereiando.com

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    1. Olá Ana! Obrigada pela visita! ^^

      Faz muito sentido né?! Eu achei muito interessante a proposta, porque são marcas e questões que ninguém debate e/ou mostra...

      Obrigada pela visita! ^^

      Beijo!

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  2. Sua postagem me fez refletir bastante. As imagens são bem fortes...
    Bem interessante!

    Um beijo.
    www.anneabreu.com.br

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    1. Olá Anne!

      Que bom que possa ter trazido tal reflexão! Fico feliz por ter atingido o objetivo! ^^

      Obrigada pela visita! <3


      BEIJOO!

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