DOCUMENTÁRIO: Amy Winehouse

19:43


Personalidade forte, irreverência, grande voz...

   Hoje venho indicar um documentário para vocês que ganhou Oscar de melhor documentário: Amy. Após essa conquista saíram inúmeros boatos que gerou muita repercussão, o pai de Amy Winehouse teria dito que o documentário não relata os verdadeiros acontecimentos da vida da cantora.

   O documentário traz vídeos caseiros da cantora, shows, gravações dos discos e fotos incríveis da vida da cantora, mostrando toda a sua infância, a descoberta dessa grande voz, o processo da sua carreira e o falecimento de Winehouse.

   Amy é mostrada como uma pessoa de personalidade forte e marcante, que fala o que pensa e que diverte as pessoas ao seu redor. O documentário não é infeliz ao se tratar da artista e mostra os lados ruins da vida dela com muita sensibilidade. Principalmente o fato de que ela não queria a fama, foi somente uma consequência de tanto talento, ela não era simplesmente uma cantora, ela queria cantar jazz music, ela queria a realidade de seus sentimentos, isso mostra que não era uma artistas fácil de ser comprada pela indústria da música.

    Diversas vezes é mencionado que Amy queria cantar jazz/blues, citando suas maiores referências musicais, sendo reconhecida pela voz marcante, digna de uma cantora de jazz music., ela mesma menciona que não quer ser famosa, mas sim mostrar a essência do estilo musical. Como todos os artistas do estilo, Amy fumava, bebia muito e era desbocada, não é a primeira nem a única a ter tais comportamentos, muitas celebridades do meio eram muito populares pelos mesmos hábitos.

   O documentário mostra uma face mais obscura da Amy que deturpa totalmente a pessoa que conhecemos no início da filmagem. É possível ver uma mulher fragilizada pela fama, pelo cansaço e pelo excesso de bebidas e drogas, que a mídia insistiu em mostrar assim que Amy surgiu nas paradas de sucesso por causa de polêmicas. Eu acredito que a maneira como a mídia mostrou o caso foi bastante infeliz, a gente via muita brincadeira de mal gosto com a aparência dela e com os próprios excessos, que a Amy sóbria teria respondido à altura, mas que infelizmente não foi salva a tempo.

    A delicadeza do documentário ao retratar todo esse processo de conhecimento e fama é muito interessante porque nós vemos que não era aquilo que ela queria, muito embora se animasse com o fato poucas vezes, ela ressaltava isso abertamente. O documentário também aborda dois relacionamentos de Amy e o mais polêmico deles com muito profissionalismo, mas ainda assim trazendo uma ótima crítica. O pai não tinha a atenção voltada para ela e de certa forma a sobrecarregava por causa do sucesso e dinheiro, Amy adorava o pai apesar de tudo e muitas vezes fez coisas que não queria porque ele dizia ser o melhor a se fazer, um caso mostrado foi em um dos últimos shows onde ela estava completamente alterada e foi levada a cantar, mesmo dizendo que não queria e mesmo que todos vissem isso, o pai não desmarcou os shows, pediu que ela se negasse a se tratar e bem ou mal, isso a levou a morte.

   
   O documentário traz também o próprio noivo da Amy dizendo coisas terríveis a respeito dela como: "Alguém cagou e eu amanheci casado com ela", além de mostrar que quem pagava todas as contas e todos os caprichos dele era a própria Amy. Foi muito marcante assistir a isso e pensar que ela poderia ter saído dessa se alguém tivesse ao lado dela realmente, mas é muito fácil assistir tudo isso e achar que dava para fazer algo a respeito, quando ninguém poderia saber o que ela realmente passava... É muito engraçado porque Amy é o tipo de pessoa com personalidade que se excede aos próprios caprichos, e foi algo que a destruiu.

   Eu fiz uma análise pessoal de tudo isso e cheguei a conclusão de que Amy levava consigo essa carga do jazz e blues music antigo realmente, não somente pelos excessos, mas propriamente e principalmente pelo se doar demais sentimentalmente aos outros e perder seu chão. Nós temos nomes dentro da música e cinema que morreram com depressão, pelo uso excessivo de drogas e principalmente por desilusão que nos leva a compreender o que ela realmente sentia diante de tudo aquilo. Amy era uma garota simples que obteve fama merecida por meio da música e que só queria fazer o que gostava porque gostava, além de amar e ser amada como toda mulher.

  Eu nunca fui fã dela, nunca parei para ouvir uma música sequer, muito embora a algum tempo atrás o que mais tocava na rádio fosse "Rehab" com aquela letra que acabou sendo uma menção a si mesma. Eu nunca tive interesse em conhecer, certamente porque eu estava passando por uma transição musical e me encontrando. 
   Hoje aos vinte e um (quase vinte e dois anos de idade) parei não para ouvi-la, mas, para entendê-la, foi quando eu liguei a televisão e resolvi assistir ao documentário. Sem indicação, sem pressão, sem tédio... Com vontade mesmo, com interesse, e acabei encontrando uma pessoa que eu nunca imaginaria encontrar. Encontrei uma grande personalidade artística que infelizmente já se foi, mas que me tocou. Eu só posso dizer que era para nos encontrarmos, antes tarde do que nunca.
  Eu acredito que a única coisa que nós combinamos é no bom gosto para música, rs. Mas se tem algo que ela me mostrou é que as vezes um olhar mais a fundo pode evitar uma tragédia. Por nunca ter parado para ouvi-la e para conhecê-la eu nunca tive uma grande opinião a respeito, nem da música nem da pessoa. Além de uma pessoa incrível, Amy era linda!
  Personalidade forte, irreverência, grande voz, olhar marcante...Vale a pena conhecer ela de uma forma mais comum, sem olhar para ela como a Amy Winehouse do penteado incomum e do delineador marcado, mas simplesmente como Amy. 

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4 Comentários

  1. Oiii,nunca fui de ouvir ela,e não sabia como ela é interessante ,gostei muito do post,com certeza vou pesquisar mais sobre !!

    Obs: te indiquei para um prêmio lá no blog

    Beijinhos

    www.brilhou.com

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    1. Olá Larissa!
      Eu adoro as músicas dela, trazem muito do sentimento dela, além de que ela tinha boas referências musicais! A Adele adora e fez até uma homenagem a cantora, tão cute <33!

      Obrigada pela indicação! *-*
      Volte sempre!

      Beijãaao!

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  2. To doida pra assistir este documentário justamente porque no auge dela, eu não conseguia gostar do estilo musical da Amy, hoje acho que teria mais maturidade para entende-la

    Beijão,
    Quase Mineira

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    Respostas
    1. É exatamente o que eu senti, quando eu parei para entender toda a questão, seja a musical, das drogas e etc. eu vi que tinha alguém ali que eu precisava conhecer, não é só música, é uma mulher frágil... Xará, o documentário é incrível, chorei, chorei largada, mas é tocante! Vale a pena!

      Obrigada mais uma vez pela visita, volte sempre ^^
      Beijãaaao!

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